Saúde

‘Emagrecer e engordar’, Pesquisa aponta os riscos de quem sofre efeito iô-iô

Segundo estudo, quem passa por esse engorda e emagrece constante tem mais chances de morrer depois de um ataque cardíaco. Veja detalhes Você consegue emagrecer um pouco, mas logo depois volta a engordar. E continua nesse ciclo, mesmo sem chegar à obesidade, sofre com o efeito iô-iô. Segundo pesquisa recente, isso traz diversos riscos à saúde e está relacionado a problemas no coração e até morte súbita. Ficar no efeito iô-iô, de emagrecer e engordar, pode ser muito arriscado para a saúde Foto: Creative Commons De acordo com estudo apresentado pela Associação Americana do Coração, quem passa por esse ciclo de emagrecer e engordar tem três vezes mais chances de morrer com um ataque de coração do que aqueles que conseguem manter o peso. É a primeira vez que essa relação é apontada em uma pesquisa. “Nosso estudo mostra que o risco aumenta naqueles que já passaram por esse efeito iô-iô mais de quatro vezes”, afirma Somwail Rasla, médica e pesquisadora do Hospital Memorial de Rhode Island, da Universidade de Brown, nos Estados Unidos. Estudo e resultados Pesquisadores da universidade norte-americana analisaram mais de 158 mil mulheres entre 50 e 79 anos por 11 anos. Elas foram questionadas sobre as mudanças de peso e divididas em quatro grupos: peso estável, ganho de peso constante, perda de peso e ciclo de engordar e emagrecer. Ao final do estudo, profissionais procuraram alguma relação entre o efeito sanfona e morte por ataque cardíaco. Quem estava acima do peso ou mesmo obesa não sofreu tanto impacto, mas quem passou pelo engorda x emagrece dentro de um peso considerado normal teve um resultado alarmante. As pessoas desse grupo têm 3,5 chances a mais de uma morte súbita – dentro de uma hora – após um ataque do coração em comparação com quem mantém o peso. Elas também têm 60% de chance a mais de morrer no hospital no caso de um ataque. Mais estresse ao corpo Somwail Rasla explica esse resultado. Segundo a médica, quando engordamos, aumentam os riscos de problemas cardíacos, como pressão alta e taxa elevada de glicose. Com o tempo, o corpo tenta se ajustar ao novo peso. Entreanto, Rasla diz que o com o efeito sanfona, o corpo não tem tempo de fazer tais ajustes. Além disso, a médica fiz que a mudança constante no peso pode provocar alteração no DNA. Ela fala que foram feitos testes em ratos e eles apresentaram essa alteração. O caminho, segundo especilistas, é buscar uma dieta equilibrada e tentar emagrecer de forma saudável e constante. Uma indicação é buscar a reeducação alimentar e tentar cortar calorias de maneira gradativa. O resultado pode ser mais demorado do que uma dieta radical, mas será duradouro e será melhor para seu coração.

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Entenda as causas, os sintomas e veja como tratar a depressão pós-parto

A depressão pós-parto é um transtorno psicológico que acontece após o nascimento do bebê e atinge mais de 25% das mães brasileiras. Você sabe identificar a doença? Veja as causas e como lidar com a situação No período pós-parto é comum que algumas mulheres sintam alterações de humor, tristeza e irritabilidade. Esses sintomas são decorrentes das mudanças hormonais que o organismo sofre durante a gestação. No entanto, quando desses sinais manifestam-se de forma intensa e ininterrupta podem indicar um quadro de depressão pós-parto. Em cada quatro mulheres brasileiras, mais de uma apresenta depressão pós-parto Foto: trialx.com/Reprodução “A depressão pós-parto é um transtorno psicológico que pode surgir logo depois do parto ou alguns meses após o nascimento do bebê”, explica a ginecologista e obstetra Maria Elisa Noriler. Segundo a médica, a doença também é conhecida como postpartum blues. Recentemente, a cantora Adele revelou em entrevista à revista norte-americana “Vanity Fair” ter sofrido com a doença após o nascimento do filho em 2012. “Você tem medo de não estar sendo boa o bastante. Eu me sentia muito inadequada, como se tivesse feito a pior decisão da minha vida”, falou. Esse sentimento que mistura culpa, tristeza, frustração e não pertencimento após o parto também atinge muitas mulheres além da cantora, cerca de 10 a 20% daquelas que dão à luz no mundo todo. No Brasil, o índice está acima da média. De acordo com os dados divulgados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mais de 25% das mães apresentam os sintomas de depressão no período de 6 a 18 meses após o nascimento do bebê. Principais sintomas De acordo com Maria Elisa, os sintomas da depressão pós-parto podem incluir falta de apetite, tristeza constante, irritabilidade intensa, baixo autoestima e insônia. Além disso, é comum que a mãe perca o interesse pelo bebê, sentindo-se até mesmo incapaz de cuidar do próprio filho. Causas Entre as razões que desencadeiam a doença estão as alterações hormonais que acontecem nessa fase, mas as causas podem ser variadas. A médica explica que transtornos psicológicos prévios à gestação, traumas e preocupações que tenham ocorrido no período gestacional também podem contribuir. Como combater? Assim que os sintomas forem indentificados, é importante procurar auxílio médico para que a doença seja diagnosticada e o tratamento se inicie – que pode ser feito com terapia hormonal, apoio psicológico e remédios antidepressivos, mudando conforme o caso. Além disso, é fundamental que a paciente aceite ajuda e reconheça a doença. Além do tratamento tradicional, práticas incorporadas ao dia-a-dia podem ajudar a mãe a superar essa fase. “Aposte em uma alimentação saudável, faça exercícios físicos regularmente, procure descansar e ser menos rigorosa com cobranças”, orienta a ginecologista. O suporte familiar também é essencial para a recuperação da depressão pós-parto.

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