Saúde

Entenda as causas, os sintomas e veja como tratar a depressão pós-parto

A depressão pós-parto é um transtorno psicológico que acontece após o nascimento do bebê e atinge mais de 25% das mães brasileiras. Você sabe identificar a doença? Veja as causas e como lidar com a situação No período pós-parto é comum que algumas mulheres sintam alterações de humor, tristeza e irritabilidade. Esses sintomas são decorrentes das mudanças hormonais que o organismo sofre durante a gestação. No entanto, quando desses sinais manifestam-se de forma intensa e ininterrupta podem indicar um quadro de depressão pós-parto. Em cada quatro mulheres brasileiras, mais de uma apresenta depressão pós-parto Foto: trialx.com/Reprodução “A depressão pós-parto é um transtorno psicológico que pode surgir logo depois do parto ou alguns meses após o nascimento do bebê”, explica a ginecologista e obstetra Maria Elisa Noriler. Segundo a médica, a doença também é conhecida como postpartum blues. Recentemente, a cantora Adele revelou em entrevista à revista norte-americana “Vanity Fair” ter sofrido com a doença após o nascimento do filho em 2012. “Você tem medo de não estar sendo boa o bastante. Eu me sentia muito inadequada, como se tivesse feito a pior decisão da minha vida”, falou. Esse sentimento que mistura culpa, tristeza, frustração e não pertencimento após o parto também atinge muitas mulheres além da cantora, cerca de 10 a 20% daquelas que dão à luz no mundo todo. No Brasil, o índice está acima da média. De acordo com os dados divulgados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mais de 25% das mães apresentam os sintomas de depressão no período de 6 a 18 meses após o nascimento do bebê. Principais sintomas De acordo com Maria Elisa, os sintomas da depressão pós-parto podem incluir falta de apetite, tristeza constante, irritabilidade intensa, baixo autoestima e insônia. Além disso, é comum que a mãe perca o interesse pelo bebê, sentindo-se até mesmo incapaz de cuidar do próprio filho. Causas Entre as razões que desencadeiam a doença estão as alterações hormonais que acontecem nessa fase, mas as causas podem ser variadas. A médica explica que transtornos psicológicos prévios à gestação, traumas e preocupações que tenham ocorrido no período gestacional também podem contribuir. Como combater? Assim que os sintomas forem indentificados, é importante procurar auxílio médico para que a doença seja diagnosticada e o tratamento se inicie – que pode ser feito com terapia hormonal, apoio psicológico e remédios antidepressivos, mudando conforme o caso. Além disso, é fundamental que a paciente aceite ajuda e reconheça a doença. Além do tratamento tradicional, práticas incorporadas ao dia-a-dia podem ajudar a mãe a superar essa fase. “Aposte em uma alimentação saudável, faça exercícios físicos regularmente, procure descansar e ser menos rigorosa com cobranças”, orienta a ginecologista. O suporte familiar também é essencial para a recuperação da depressão pós-parto.

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‘Pílula’, Mulheres contam prós e contras de parar com o uso do anticoncepcional

Conheça histórias de mulheres que pararam de usar esse método contraceptivo e quais as mudanças que o corpo sofreu com essa ação Parar com a pílula anticoncepcional é algo que causa medo em muitas mulheres, mas essa é uma atitude que cresce a cada dia que passa. Provavelmente você tem alguém no círculo social que resolveu dar uma pausa, como uma amiga ou parente. O questionamento é praticamente inevitável e as dúvidas são inúmeras, principalmente quanto às mudanças físicas e emocionais que ocorrem durante o processo. Parar ou não parar com a pílula? Eis a questão Foto: Thinkstock Photos Mas qual o verdadeiro motivo para tantas mulheres decidirem parar com a pílula anticoncepcional? A resposta para isso é simples e vem com influências socioculturais e econômicas – indo muito além de uma gravidez, se foi essa a sua primeira resposta. Grande parte delas buscam parar com a ingestão de hormônios sintéticos, como é o caso do estrogênio e progestágeno encontrado nesse método. Para entender melhor essa situação, nada melhor do que duas pessoas que passaram por essa transição – tudo isso, claro, acompanhado por orientações médicas e observando quais as possibilidades de contraceptivos alternativos. Chega de hormônios! A designer de eventos e florista Mayra Alves, de 32 anos, parou com o anticoncepcional há mais ou menos 4 anos. “Não queria mais ingerir uma bomba de hormônios. Eu era fumante e sabia que fazia muito mal misturar estas duas químicas. Tinha muitas varizes e sentia sempre meu corpo muito inchado. Também tinha dificuldade com a disciplina não tomava corretamente e ficava sempre a sensação de que não estava usando algo bom para o meu corpo” comenta ela. Quanto às mudanças, Mayra sentiu logo nos primeiros meses o seu organismo agir de forma diferente, o que também a ajudou em uma auto avaliação física: “Faz 4 anos que tenho uma outra relação com meu corpo. É mais consciente, eu entendo ele. Percebo minha TPM quando ela está forte e me questiono o porquê dela estar assim. Minha pele tem meses que aparecem espinhas perto do período e sei que meus hormônios estão desregulados, quando isso acontece. Enfim, eu me conheço mais através dos sinais que o meu corpo dá. Acredito que a pílula muitas vezes camufla a sensações naturais do nosso corpo.” Voltar a usar a pílula? A designer de eventos descartou a possibilidade. “Uso camisinha e não tenho vontade de colocar outro método. Sou a favor apenas de métodos que não possuem hormônio. Entendo que o impacto do uso dos vai muito além de apenas impedir a gravidez ou tratar algum sintoma do sistema reprodutor”, afirmou ela. Atenção aos sintomas Já para a jornalista Gabriela Brito, de 24 anos, essa interrupção é recente e as motivações foram diferentes do caso anterior. Fortes dores de cabeça, um dos efeitos colaterais descritos na bula, durante o uso a deixaram amedrontada. “Estou há um mês e meio sem tomar a pílula. Parei porque estou há uns seis meses com dores de cabeça muito frequentes e percebi um piora nos últimos tempos. Como está se falando muito sobre os efeitos colaterais do anticoncepcional, fiquei com medo de ser isso. Conversei com meu médico e ele sugeriu ficar dois meses sem tomar para fazermos uma avaliação de como meu organismo reage”, disse ela. “Voltei a ter corrimentos que até já tinha esquecido, e isso que tomei o anticoncepcional por menos de dois anos. Voltei a sentir algumas dorzinhas comuns do ciclo e tive cólicas mais fortes. A espinhas que eu tinha antes de tomar o remédio voltaram também” fala a jornalista, sobre as transformações que sentiu. Mas quanto às suas escolhas, talvez ela volte a usar o método contraceptivo mais para frente. “Eu gostei bastante de ficar sem aquela obrigação de tomar remédio todos os dias, mas não dá pra não pensar na segurança que o anticoncepcional dá quando não se pretende ter filhos no momento. Além disso, minhas dores de cabeça continuaram mesmo sem o remédio. Estou passando por um neurologista e vou continuar sem tomar até voltar no ginecologista. Só depois de conversar bastante com ele vou decidir mesmo o que fazer”, comentou ela. E você? Já passou por algo semelhante ou pensa em parar com a pílula anticoncepcional também? Conte sua história para gente!

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