Cultura

Os dez melhores filmes de 2016

Três produções nacionais estão na lista encabeçada por um filme francês polêmico e surpreendente. Marvel também garante posição no rankingFoi um ano intenso para quem gosta de cinema. Com recordes de bilheteria, como o registrado pela Disney ao se tornar o primeiro estúdio a faturar mais de US$ 7 bilhões em um ano, e lançamentos de muita qualidade. A lista dos dez melhores filmes é bem eclética e plural. Há blockbusters, filmes de Oscar, cinema nacional e produções europeias.É claro que uma lista de melhores filmes do ano passa longe de qualquer unanimidade, mas esse ranking mimetiza o que de melhor foi produzido e lançado ao longo de 2016.10 – “Spotlight: Segredos Revelados”SpotlightFoto: ReproduçãoO vencedor do Oscar 2016 de melhor filme passou longe de ser uma opção unânime, mas era um candidato de bom senso. Isso porque o filme que remontou o trabalho investigativo de uma equipe de jornalistas de Boston para desbaratar um esquema de acobertamento de casos de pedofilia pela igreja é cinema de verve. Daquele bem filmado, com bons atores, roteiro ágil e tema importante.9 – “Aquarius”AquariusFoto: ReproduçãoPresente nas listas da Cahiers Du Cinema e do New York Times, o filme de Kleber Mendonça Filho é um libelo à resistência. Melhor trabalho de Sonia Braga como atriz, o filme é um sensível, porém firme, retrato do envelhecimento e do valor à memória como escolha de vida. Cheio de grandes momentos e com um subtexto político vigoroso, “Aquarius” é cinema brasileiro provando que pode mais. Bem mais!8 – “Carol”CarolFoto: ReproduçãoO romance lésbico de Todd Haynes, ambientado nos anos 50, é tudo menos catártico. Há até cenas de sexo, mas elas têm mais ressonância emocional do que apelo físico. Plasticamente belo, “Carol” é um filme que se agiganta no trabalho de duas atrizes, Rooney Mara e Cate Blanchett, comprometidas com a verdade de suas personagens. Essa beleza que filtramos a partir de suas interpretações, torna a obra atemporal.7 – “Capitão América: Guerra Civil”Capitão AméricaFoto: ReproduçãoO blockbuster da lista é um entretenimento do mais alto nível. “Guerra Civil” é a Marvel chutando bundas. Mostrando o porquê de ser a grande referência em conceito, afinal todo mundo quer um universo para chamar de seu, no cinema pipoca de hoje. O filme que opõe Tony Stark (Robert Downey Jr.) e Steve Rogers (Chris Evans) tem estofo dramático, personagens bem fundamentados e algumas das cenas de ação mais empolgantes dos últimos tempos.6 – “O Quarto de Jack”O quarto de JackFoto: ReproduçãoFilme que une o drama mais universal, mãe e filho sequestrados, ao drama mais íntimo, a necessidade de se ajustar a um novo ambiente, e ainda reverbera o suspense, “O Quarto de Jack” é surpreendente a cada frame. Com uma atuação nada menos do que espetacular da revelação Jacob Tremblay, o filme de Lenny Abrahamson cativa o público com uma história genuinamente humana.5 – “Julieta”JulietaFoto: ReproduçãoMesmo quando não é um grande filme, uma obra de Pedro Almodóvar é um acontecimento cinematográfico. Em 2016, o cineasta espanhol voltou ao melodrama com “Julieta”, um filme que repisa alguns dos temas caros ao diretor, mas o faz com extrema qualidade narrativa e senso cênico. O drama da mãe desencontrada da filha é essencialmente almodovariano, mas o mestre espanhol consegue absorver de Hitchcock a Fellini em um filme cheio de nuanças e sensações.4 – “Mate-me por favor”Mate-me por favorFoto: ReproduçãoA estreia como cineasta de Anita Rocha da Silveira é um soco no estômago. Sem falar do final do filme que nos priva o fôlego – como é bom reencontrar essa sensação no cinema -, a produção é engenhosa na combinação de referências do cinema de David Lynch ao cotidiano da classe média carioca. Um serial killer à solta na Barra da Tijuca, bairro nobre do Rio de Janeiro, e a descoberta da sexualidade por uma adolescente se bifurcam de maneira imaginativa e irrevogável.3 – “O Silêncio do Céu”O silêncio do céuFoto: ReproduçãoO terceiro brasileiro da lista comprova a internacionalização de nosso cinema. Se “Aquarius” e “Mate-me Por Favor” foram premiados lá fora, o filme de Marco Dutra é uma coprodução entre Brasil, Uruguai e Argentina. Um caso de violência sexual detona a discussão de relação mais inortodoxa do cinema contemporâneo em um filme em que os silêncios falam (muito) mais do que qualquer outra coisa.2 – “O Demônio de Neon”Demônio de NeonFoto: ReproduçãoEsteta por vocação, o dinamarquês Nicolas Winding Refn exige que seu público compactue com seus devaneios visuais e narrativos. Quem topa a viagem, se depara com o cinema mais provocativo da atualidade. “Demônio de Neon” mergulha no competitivo e fetichista mundo da moda para devassa-lo de maneira surreal, imaginativa e deverás surpreendente. Espere náuseas, mas não espere consenso sobre o sentido e mesmo a qualidade do filme.1- “Elle”ElleFoto: ReproduçãoUm dos diretores mais importantes dos anos 80, Paul Verhoeven estava há dez anos sem lançar um filme. “Elle”, um organizado estudo sobre o caos interno de uma mulher vítima de estupro que se lança no desafio de descobrir a identidade de seu agressor, é um filme tão estupendo que preenche todos os anos de ausência do holandês responsável por filmes tão únicos como “Robocop” e “Instinto Selvagem”. Inteligente, agudo, sensual, psicanalítico, surpreendente… “Elle” é cinema que legitima a arte e vice-versa.

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João Gordo conta sua história em livro e define-se como pessimista

Apresentador diz que só volta à TV aberta por algo ‘muito bom e bem pago’Rio – João Gordo sobreviveu às drogas, a ataques violentíssimos de gangues em São Paulo e até a uma surra do pai, policial militar, que quase tirou sua vida. O apresentador de TV e vocalista do Ratos de Porão repassa sua história com detalhes sórdidos em ‘Viva La Vida Tosca’ (Ed. Darkside, 320 págs, R$ 59,90), escrito com o jornalista André Barcinski e, mesmo com o sucesso (e a sobrevivência!), se diz um pessimista.“No ‘Brasil’ (disco do Ratos de Porão de 1989) eu já falava que ‘dizem que o Brasil vai melhorar, mas eu acho que não vai’. Achei que fosse melhorar com o Lula na presidência, mas o cara coloca o Gilberto Gil como ministro, uma pelegada f… nos cargos, faz um monte de acordos… Estamos em 2016 e esses moleques fascistóides de 16 anos vão virar um bando de homofóbicos”, lamenta João, que se reconciliou com o pai, já falecido, a tempo — mas confessa que foi dolorido lembrar de sua infância. “Não foi engraçado, fiquei até um pouco deprimido”, conta ele, que prepara também um livro com as 120 letras que fez para o Ratos, para breve.O livro detalha histórias de turnês do grupo e da trajetória de João na TV — como o período em que esteve na Rede Record, no ‘Legendários’, do qual saiu por discordar da linha do programa (no livro, reclama de um diretor que “só manjava de close de bunda e de colocar os piores artistas para cantar”).“Para eu voltar para a TV aberta, tem que ser algo muito bom e muito bem pago”, conta João, hoje à frente do ‘Eletrogordo’, no Canal Brasil, e do programa de receitas vegano ‘Panelaço’, no YouTube. No rádio, divide o ‘Tiki Nervioso’ com o amigo Marinho (baixista do grupo Pavilhão 9), toda terça, às 23h59, na rádio paulistana 89 FM (pode ser ouvido em www.radiorock.com.br). Na seleção musical, nada de punk e heavy metal: rola música latina, jovem guarda, rock dos anos 50 e 60, orquestras, temas de desenhos animados clássicos e jingles antigos.“Tenho uma enorme memória fotográfica para coisas antigas. Tinha cinco anos na época do programa ‘Jovem Guarda’, e me lembro de tudo”, anima-se.

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