Cultura

Morre Jonathan Demme, diretor de ‘O Silêncio dos Inocentes’, aos 73 anos

Cineasta vencedor do Oscar de melhor diretor morreu nesta quarta-feira (26), em Nova York, vítima de um câncer no esôfagoO cineasta Jonathan Demme, vencedor do Oscar de melhor diretor por “O Silêncio dos Inocentes”, morreu na manhã desta quarta-feira (26), aos 73 anos. A informação foi confirmada pelo site americano IndieWire.Jonathan Demme, diretor de “O Silêncio dos Inocentes”, morreu nesta quarta-feira (26), aos 73 anosFoto: DivulgaçãoDe acordo com uma fonte do site, ele foi vítima de um câncer no esôfago e complicações de uma doença cardíaca. Jonathan Demme foi tratado em 2010, mas a doença no coração voltou em 2015 e sua condição piorou nas últimas semanas.O americano nasceu no estado de Nova York em 1944 e se formou em Miami, na Flórida. Ele começou a trabalhar com cinema nos anos 1970, quando escreveu e produziu o filme “Angels Hard as They Come”, em 1971. O primeiro longa que ele dirigiu foi “Caged Heat”, em 1974.Na ativa desde os anos 1970, Demme alcançou o sucesso só na década de 1980, quando dirigiu filmes como “Armas e Amores”, em 1984, e “Totalmente Selvagem”, em 1986. O segundo recebeu três indicações ao Globo de Ouro.ConsagraçãoNa década de 1990, o cineasta trabalhou nos longas que marcaram sua carreira para sempre. Em 1991, ele dirigiu “O Silêncio dos Inocentes”, filme estrelado por Anthony Hopkins e Jodie Foster. O longa ganhou cinco Oscars em 1992, incluindo de melhor filme e melhor diretor, além de um Globo de Ouro. O trabalho ainda rendeu um Urso de Ouro ao cineasta no Festival de Berlim.Em 1993, Demme trabalhou em “Filadélfia”, com Tom Hanks e Denzel Washington. O filme ganhou dois Oscars e dois Globos de Ouro, além de um Urso de Prata no Festival de Berlim.O último filme dirigido por Jonathan Demme foi “Ricki and the Flash – De Volta Para Casa”, lançado em 2015. Ele ainda assinou o documentário “Justin Timberlake + The Tennessee Kids”, lançado em 2016 na Netflix, que acompanhou o último show da turnê mais recente do cantor. Fontes próximas ao cineasta afirmaram que ele estava trabalhando em um novo projeto.

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Documentário sobre Maria Martins a destaca entre os maiores artistas brasileiros

A escultora Maria Martins tem sua trajetória contada em “Maria: Não Se Esqueça Que eu Venho dos Trópicos”, destaque do festival É Tudo Verdade“A leitura feminista do século XX trouxe para o primeiro plano artistas que eram consideradas marginais por que não faziam parte da história patriarcal”. A frase é de Carolyn Christov-Bakargiev, historiadora, escritora e curadora americana, dita em cena do documentário “Maria: Não Se Esqueça Que eu Venho dos Trópicos”. Ela utiliza essa frase para explicar o contexto no qual Maria Martins estava inserida.Um dos maiores expoentes da escultura da primeira metade do século, Maria foi de tudo um pouco, mas seu reconhecimento, principalmente no Brasil, demorou a chegar. Morta em 1973, Martins ganha seu primeiro documentário, dirigido por de Francisco C. Martins e em exibição no Festival “É Tudo Verdade”.Maria Martins entre suas obras. Carreira da artista é retratada em documentário exibido no Festival “É Tudo Verdade”Foto: DivulgaçãoUma pesquisa rápida na internet comprova que o mundo cibernético pouco sabe sobre Maria. E que pena. O documentário vem em boa hora, quando mulheres buscam, mais do que nunca, exemplos femininos em que se inspirar. E Maria Martins é inspiradora.O filme mostra sua infância em berço de ouro, mas logo se dedica ao primeiro grande “escândalo” de sua vida: o desquite do então marido Otávio Tarquínio de Sousa e subsequente casamento com o embaixador Carlos Martins. A vida de embaixatriz levou Maria para muitos lugares no mundo, mas também a aprisionou em um mundo que não a pertencia. Foi assim, tentando escapar da missão de “boa embaixatriz”, que, vivendo na Bélgica, Maria começou a ter aulas de escultura. Seu trabalho começou a dar frutos, mas foi quando se mudou com o marido para os Estados Unidos que sua carreira mudou de vez.A vida de Maria é fascinante, e o documentário faz questão de mostrar isso. Contato com Carmen Miranda, pedidos de JK para Brasília, visita a Frida Kahlo, amizade com Picasso e relação com políticos americanos, tudo isso é mostrado no longa. Mas o que impressiona mesmo, além do talento de Maria, é claro, é a liberdade com que ela circulava pelo meio artístico, em um período em que ser uma mulher independente era algo raro.Maria explorava e expunha a sexualidade em suas obras, e não demorou muito atraiu muitos artistas para o seu meio. O mais marcante deles foi o francês Marcel Duchamp, com quem manteve uma colaboração que ultrapassou as barreiras artísticas. O longa destaca, sem sensacionalismo, a provável relação entre os dois e o impacto que Maria teve na obra de Duchamp.ReconhecimentoO documentário usa de artimanhas artísticas para dar o tom, como a trilha orquestrada para acompanhar a exibição de suas obras, além de encenar algumas de suas cartas e conversas com Duchamp, Clarice Lispector e artigos escritos para o jornal “Correio da Manhã”. Além disso, a atriz Malu Mader, que inicialmente dirigiria a obra, aparece em entrevista e revisitando suas obras em museus do mundo todo. Mas, esse recursos acabem sendo o ponto mais fraco do longa que, munido de um extenso acervo, entre fotos, imagens das obras, cartas e depoimentos da família, já consegue satisfazer a curiosidade por quem é Maria Martins.Uma das obras mais famosas de Maria Martins%2C “O Impossível”Foto: DivulgaçãoAinda assim, esses momentos não estragam o documentário que, embora convencional na maneira linear e explicativa que retrata Maria Martins, também a engrandece e a destaca pelo que é: uma das maiores artistas brasileiras, e uma das maiores artistas surrealistas do mundo.

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