Cultura

Emma Stone se torna a atriz mais bem paga de Hollywood

Depois de vencer a maior premiação do cinema este ano, atriz ficou no topo da lista da Forbes e destronou Jennifer Lawrence.A Revista Forbes divulgou, como faz anualmente, a lista das atrizes mais bem pagas de Hollywood. Depois de alcançar o topo da lista por dois anos, Jennifer Lawrence foi desbancada por Emma Stone, vencedora do Oscar em Fevereiro por La La Land. No período entre junho de 2016 e junho de 2017, a atriz faturou US$ 26 milhões, pré-impostos.Emma Stone conquistou o Oscar e o posto de atriz mais bem paga de Hollywood no mesmo anoFoto: ReproduçãoAs outras nove atrizes da lista também foram divulgadas e, juntas, elas somam US$ 172,5 milhões em faturamento, entre filmes, bilheterias e contratos publicitários. Jennifer Aniston, por exemplo, que ficou em segundo lugar na lista, acumula contratos milionários com uma marca de água e outra de produtos de beleza. Já Emma Stone, além de La La Land e seu Oscar, que aumentaram seu passe, também tem contrato com uma marca de maquiagem.Jennifer Lawrence pode não ter ficado no topo, mas ela alcançou a terceira posição, com US$ 24 milhões, metade do que havia atingido no ano anterior, quando ainda recebia pela franquia “Jogos Vorazes”. Outros nomes que entraram na lista incluem Cate Blanchett, Amy Adams e Emma Watson. Confira a lista completa:1 – Emma Stone – US$ 26 milhões2 – Jennifer Aniston – US$ 25,5 milhões3 – Jennifer Lawrence – US$ 24 milhões4 – Melissa McCarthy – US$ 18 milhões5 – Mila Kunis – US$ 15,5 milhões6 – Charlize Teron e Emma Watson – US$ 14 milhões cada8 – Julia Roberts e Cate Blanchett – US$ 12 milhões cada10 – Amy Adams – US$ 11,5 milhõesAs rainhas de HollywoodRevezando na lista da Forbes, Emma Stone e Jennifer Lawrence tem muito em comum. Além do fato de serem amigas, ambas tem lutado por pagamento igual entre atrizes e atores. Jennifer já falou diversas vezes sobre o assunto, e chegou a afirmar que recebeu bem menos que seus co-protagonistas homens em “A Trapaça”, filme que lhe rendeu uma indicação ao Oscar.Já Emma Stone admitiu recentemente que alguns colegas já receberam cortes em seus pagamentos, para igualar seus salários ao da atriz. Seu próximo filme, inclusive, trará a tona a diferença entre homens e mulheres. “Batalha dos Sexos”, que estreia no Brasil em outubro, traz a atriz como Billie Jean King, jogadora de tênis que, em 1973, foi desafiada por outro jogador, Bobby Riggs (Steve Carrel) para uma partida de tênis.

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‘O Estranho que Nós Amamos’ redireciona carreira de Sofia Coppola

Primeira refilmagem da carreira da cineasta é, também, seu filme mais ambicioso estética e narrativamente. Porção feminista da trama é um dos prazeres propostos por um filme de alta voltagem emocional e sexualO cinema de Sofia Coppola é extremamente feminino e polarizante. Se filmes como “As Virgens Suicidas” (2000) e “Encontros e Desencontros” (2003) lhe garantiram um lugar de destaque no coração da cinefilia, produções como “Um Lugar Qualquer” (2010) e “Bling Ring: A Gangue de Hollywood” (2013) despertaram o ceticismo de quem via na filha de Francis Ford um cinema fútil e autoindulgente.Cena de “O Estranho que Nós Amamos”, que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (10)Foto: DivulgaçãoNesse sentido, “O Estranho que Nós Amamos” (2017), refilmagem de um cult subterrâneo de Don Siegel estrelado por um ascendente Clint Eastwood em 1971, representa um avanço e tanto na carreira de Sofia Coppola como em toda a discussão que ela suscita. Sob muitos aspectos, trata-se de seu filme mais ambicioso estética e narrativamente. É, também , a primeira vez que ela adapta um material existente. O filme é originário do romance de Thomas Cullinan.“O Estranho que Nós Amamos” de Sofia Coppola é um contraponto ao filme de Siegel. Se no filme original, a perspectiva de John McBurney prevalecia, aferindo ao filme um forte viés fetichista, aqui há prevalência do ponto de vista feminino. Troca-se os sinais da objetificação e com ela ganha força todo um comentário sociocultural.Colin Farrell herda o papel que fora de Eastwood, como McBurney. Um soldado da união ferido e potencialmente desertor na guerra civil americana. Ele é encontrado na floresta pela doce Marie (Addison Riecke), que o leva para a pensão feminina controlada pela rígida senhora Martha (Nicole Kidman) na Virginia. Acolhido sob algumas reticências, o cabo é cuidado pelas moças que ainda discutem se devem ou não entrega-lo às forças confederadas. “Não seria a atitude cristã a se fazer”, lembra uma das moças. Sofia habilmente se debruça sobre a forte erotização que a presença de um homem em um ambiente totalmente feminino enseja. Essa primeira parte do filme é um assombro de narrativa e sugestão. Farrell compõe um McBurney muito mais contido, menos cafajeste, mas ainda assim expansivo. Nicole Kidman sobeja na insinuação de uma sexualidade reprimida que aos poucos vai se recompondo. A excepcional Elle Fanning faz Alicia, a mais velha das meninas tuteladas pela senhora Martha e é justamente ela quem estabelece um ousado jogo de sedução com o cabo. É, no entanto, a frágil Edwina, interpretada com precisão inflexiva por Kirsten Dunst, quem chama a atenção do soldado.Inversão de expectativasSofia consegue arranjar tempo para calibrar as expectativas e potenciais frustrações de todas as personagens femininas ao redor do cabo, que compreensivelmente se deleita com toda aquela atenção. O plot twist da trama, no entanto, ganha muito mais força com a abordagem que Coppola ostenta. De repente, nos flagramos assistindo a um conto de terror e o desespero de Farrell frente à placidez de Kidman assevera um dos grandes momentos do cinema de Coppola.Nicole Kidman e o espetacular elenco feminino do filmeFoto: DivulgaçãoNão se trata de um filme feminista, como muitos alardearam após a exibição no festival de Cannes, mas de um filme que utiliza-se muito bem da percepção de feminismo vigente no mundo hoje para produzir impacto. Uma clara sinalização da expertise de Sofia Coppola na confecção de uma obra que tanto propõe um diálogo com a original, como tangencia resultados inéditos para um mundo que clama por eles.

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