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7 intromissões na alimentação dos filhos que irritam as mães

Dar refrigerante à criança escondido dos pais e achar que intolerância alimentar é frescura são alguns exemplosÉ muito comum ter amigos ou familiares se intrometendo na maneira como a mãe cria o filho. No quesito alimentação, não é diferente. Não importa como é o tipo de refeição oferecida em casa, sempre há alguém disposto a dar palpite sem ser solicitado.“Ele nunca tomou refrigerante? Coitado, deve passar vontade”, costumam ouvir as mães que optam por uma alimentação mais regrada. As mais permissivas também não são poupadas dos pitacos.Fabiola Marmo, mãe do Georges, de 3 anos, não coloca restrição na dieta do filho, que começou a comer doces com um ano e experimentou refrigerante com dois. Ela conta que a interferência dos familiares foi intensa no início. “Sofri muito com os parentes me questionando sobre o porquê de eu não insistir nos alimentos ou fazer determinadas comidas a ele. Se era para dar papinha industrializada, por exemplo, eu dava se tinha sopinha feita, eu dava. Eu não me preocupava de uma forma radical com o que ele iria comer”, diz ela. “Tive que me impor firmemente para a família parar.”Já Patricia Bacan é seletiva na alimentação do filho Caio, de 4 anos, e também recebe críticas por todo lado. Preocupada em oferecer alimentos saudáveis salgadinhos, biscoitos doces, balas, chicletes e refrigerantes são vetados na alimentação do garoto. Patricia ouve de muitos que sua atitude é frescura. “Já deram refrigerante para ele sem que eu visse, propositalmente. E o mesmo aconteceu com a primeira vez que ele comeu chocolate”, lamenta.Nem mesmo os casos de intolerância alimentar estão livres de palpites e, o que é pior, de desrespeito às regras impostas dos pais, como lembra Fernanda Roit, mãe de Sofia, de 14 anos, e de Bento de 8. Quando a primogênita desmamou, Fernanda descobriu que a menina tinha intolerância digestiva a ;leite de vaca e vetou o alimento do cardápio. “Como não era alergia forte e era uma escolha diferente da deles, a família achava que era frescura. Eu virava as costas e davam sorvete na boca dela”, indigna-se.Veja na galeria abaixo algumas intromissões na alimentação dos filhos que irritam as mães: ;Dar escondido para a criança alimentos que os pais não autorizam. Refrigerante e chocolates são os campeões na preferência dos palpiteirosFoto: Getty ImagesQuestionar se tem certeza que a criança não gosta de certo alimento e ainda ficar pedindo para a mãe ou o pai insistir mais com a criançaFoto: Thinkstock/Getty ImagesVer alguma alergia ou intolerância alimentar como frescuraFoto: Getty ImagesInsistir para a criança comer mais, mesmo quando ela já disse que está satisfeitaFoto: Getty ImagesDizer que a mãe deve aprender a cozinhar para fazer comida para os filhos…Foto: Photopin…mas, quando a mãe não quer oferecer alimentos industrializados, falar que é perda de tempo fazer a comida caseira já que tem tudo pronto no mercadoFoto: Getty Images‘Coitada da criança!’: vitimizar a criança quando os pais oferecem um alimento diferente, como açúcar mascavo, ou leite puro ao filhoFoto: Thinkstock/Getty Images

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Como colocar o plano B em prática para ter uma vida sem crachá e mais feliz

Três histórias de sucesso de quem deixou a segurança do ambiente corporativo para se reinventarDe repente, de um dia para outro, você deixa de fazer tudo sempre igual. Por vontade própria ou consequência de uma demissão, não será mais necessário fazer aquele mesmo trajeto e nem bater cartão. Abandonar a rotina do escritório, o chefe estressado, os prazos apertados e planejar um negócio próprio pode ser a saída para dias mais felizes. Mas a ruptura, mesmo que desejada e planejada, não é fácil.A experiência de colocar o plano B em prática depois de mais de duas décadas dentro de uma grande empresa é retratada pela jornalista Claudia Giudice no livro “A Vida Sem Crachá” (Editora Agir). Após perder o emprego num corte de pessoal da editora em que ocupava um cargo de diretoria, Claudia levou um tempo para se curar da dor e perceber que sua nova profissão já estava definida: mergulhar de cabeça na pousada no Sul da Bahia que comandava à distância com uma sócia e, até então, sem grande pretensão.“Inaugurei a pousada (A Capela) em 2012 e fui demitida em 2014. Trabalhava em São Paulo e tocava a pousada de longe. Era uma maratona, uma loucura que eu achava normal porque era anormal”, conta a jornalista.“Eu senti que a minha pousada deveria ser plano A quando percebi que os projetos que envolviam dinheiro não iriam para frente, quando o verão foi chegando e a pousada cheia começou a render um bom dinheiro. E, principalmente, quando entendi que a minha encarnação executiva tinha sido bem-sucedida e havia terminado, e que eu tinha realizado o meu sonho de construir um negócio de sucesso, na frente da praia, onde eu podia ser feliz servindo meus clientes e escrevendo meus textos”, diz. “Era algo muito óbvio e simples, mas demorei um par de meses para compreender que o meu momento havia chegado, que eu podia sossegar a minha alma e ser feliz.”Para a advogada carioca Nathalia Göpfert, um intercâmbio para aprimorar o inglês e conhecer novas culturas colocou um ponto final na carreira em um grande escritório de advocacia. Ou melhor, os sorvetes com sabores diferentes que experimentou nesse período sabático foram os responsáveis pela decisão de abandonar o ambiente corporativo para investir há cinco meses na sorveteria Groeländia, no Rio de Janeiro.”Deixar para trás a profissão na qual você já era estabelecida, demorou cinco anos para se formar e mais alguns anos para ser reconhecida está longe de ser uma decisão fácil, ainda que você esteja certa disso”, diz a advogada e agora empresária. “Todos os dias, independentemente de quão estressante tenha sido o dia anterior, eu me sinto alegre. Me sinto alegre por estar produzindo, por ser responsável pelo meu negócio, por estar em contato com o cliente, por tudo. Mesmo com todas as inseguranças e medos.”A sensação de felicidade é a força motriz para essas novas empreendedoras. “Quando as pessoas elogiam meu trabalho, o coração se enche de alegria”, conta Carol Targino, de 34 anos, que transformou o hobby de fazer vasos para planta decorados em nova profissão. Depois de seis anos como operadora comercial de uma multinacional, ela começou a trabalhar em uma plataforma de petróleo. A rotina de ficar 14 dias embarcada e 14 dias de folga começou a lhe causar ansiedade e ela não estava mais feliz na função.Os elogios recebidos pelo Facebook da horta vertical que fez com seus vasos coloridos para decorar seu apartamento deram impulso para se reinventar depois de ser demitida num corte. “Resolvi aproveitar para lançar minha marca de vasos decorados e também começar um curso técnico em paisagismo. E assim surgiu a Art Fulô. Confesso que não foi muito bem planejado e que isso faz muita diferença na hora de montar um negócio, por menor que seja”, alerta Carol.Sete conselhos para se realizar com uma vida sem crachá:– Xô depressão: mantenha o otimismoPara que a empreitada dê certo, é importante manter o otimismo. É natural que ao deixar um emprego a pessoa sinta-se deprimida, triste e até desnorteada. Isso não pode afetar o novo negócio. De acordo com o consultor de carreira Eduardo Bahi, da Thomas Case & Associados, é fundamental saber filtrar as informações e opiniões daqueles que nos rodeiam. “Não perca tempo ouvindo pessoas que falam que o mercado está ruim, que as pessoas não estão comprando, que você fez a coisa errada. Não perca tempo com pessoas pessimistas e olhe sempre para frente, superando toda adversidade. Estude seu mercado, estabeleça metas e corra atrás delas”, ensina.– Não se isole conecte-seAlém do bom salário garantido no fim do mês, deixar um cargo corporativo implica em outras perdas como contato humano, rotina estabelecida e estrutura da empresa. “Meu escritório fica na sala da minha casa, que é enorme. Faço reuniões pelo Skype e sempre que quero bater um papo, trocar uma ideia, aciono os amigos pelas redes sociais. A rede ajuda muito a vida sem crachá. Você não fica só e se trabalhar bem, não é esquecido pelos amigos”, conta a jornalista e dona de pousada.– Faça uma agenda de compromissos e siga à risca“Empreender exige disciplina. Elabore uma agenda com datas e horários para tudo. Defina horários que pretende seguir: horário para academia, horário de ler emails e até os dias para o happy hour” orienta o consultor de carreira.– Sinta-se feliz mesmo trabalhando mais“O maior sinal de que a pessoa está tendo sucesso no novo negócio é quando você liga para ela às 23h e ela ainda está trabalhando, cansada, mas te atende feliz. Ela não tem dúvidas de que fez a escolha ideal para ela”, diz o especialista. Carol, da Art Fulô, é exemplo disso: “A maior vantagem está na satisfação pessoal. Passei minha vida toda fazendo o que não gostava, não era feliz profissionalmente. Hoje me sinto feliz mesmo quando tenho de trabalhar aos sábados e domingos em feiras.”– Procure ajuda profissionalTransformar o plano B em A exige estudo e dedicação. “Fui em busca de auxílio profissional especializado para montar todo o plano do negócio e estudar a viabilidade econômico-financeira e, simultaneamente, estudei para aprimorar as receitas dos sorvetes. Na sequência, estabeleci metas viáveis para iniciar o meu negócio”, conta Nathalia, da Groeländia.– Corte custos e, se possível, tenha alguém na retaguarda financeira“Mantenha os dois pés no chão e corte todos os custos possíveis para ter o máximo de tempo de estabilidade financeira”, orienta Claudia Giudice. Já Carol Targino contou com o apoio financeiro do marido para segurar as contas da casa enquanto expande sua marca de vasos.– Reinvente-se sempreApesar da incerteza e dos medos de quem se aventura no plano B, Claudia Giudice diz que sente falta apenas de um único privilégio do antigo emprego. “Sinto falta do salário, que era bom pra caramba (risos)! Hoje, um ano depois, não sinto falta de mais nada além do dinheiro garantido. Foi uma fase maravilhosa da minha vida que passou. Ficou para trás. Estou feliz escrevendo e servindo na minha pousada. Estou aprendendo a palestrar, aprendendo a fazer consultoria e também reaprendendo a fotografar. Três novas carreiras aos 50 anos é sensacional.”

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