Comportamento

‘Foi um drama’, diz jovem sobre casamento com o próprio primo

Administradora lida com preconceito da família – e até do padre – por romance com o primo, caso dos personagens de Giovanna Lancellotti e Johnny Massaro em “A Regra do Jogo”Nos capítulos recentes de “A Regra do Jogo”, Luana (Giovanna Lancellotti), engatou um romance com Cesário, (Johnny Massaro). Primos, eles tem vivido os conflitos naturais de um jovem casal, mas com um adicional que complica ainda mais a relação: os olhares de reprovação de alguns membros da família.Na trama, o envolvimento é até apoiado por alguns amigos e parentes, mas, na vida real, esse tipo de envolvimento não é tão simples como na ficção.Luana e Cesário A primos apaixonados na TVFoto: Reprodução/GloboAmor de primosSegundo a psicóloga Juliana Bonetti Simão, “principalmente na adolescência, há uma carga emocional forte, ampliada pela revolução hormonal, que ;pode fazer um primo se apaixonar por outro”. ;A atração, que começa tímida, pode ou não evoluir para algo mais sério, dependendo do ;perfil do casal. Há casos em que tudo não passa de uma paixão de adolescentes. E não ;há um problema em sentir isso, pois, desde a antiguidade já existiam casamentos entre familiares. “É natural que a pessoa se sinta mais confortável e segura com alguém que já conhece, que vive em seu meio, que tem os mesmos hábitos. Isso potencializa as ;afinidades e pode transformar alguém próximo no parceiro ideal” – declara Juliana.Amizade na infânciaAadministradora Sara Higgs jamais pensou que, um dia, ia acabar se apaixonando pelo primo, o bancário Ricardo. Isso porque eles moravam em cidades diferentes desde que ela nasceu e tinham se visto duas vezes na vida, até ela completar 12 anos e se mudar com a mãe para a cidade dele. “Minha mãe se separou e nós decidimos mudar de São Paulo para Araraquara. Toda a família dela morava lá, então, ela achava mais fácil recomeçar lá. Meu primo era dois anos mais velho que eu e eu lembrava vagamente dele ;com oito anos, em uma festa de família. Não éramos próximos”, explica Sara.A família de Ricardo ajudou a mãe de Sara a encontrar uma casa para alugar. Como a ;casa ficava a menos de dois quarteirões da casa de Ricardo, logo os dois começaram a se ver todos os dias. “A gente começou a ir junto à escola, ele me apresentava as crianças da rua, me levava para tomar sorvete, me mostrava o bairro. Era uma amizade ;comum, entre crianças.” – conta Sara.Na vida real%2C preconceito e julgamentos são mais comuns do que na ficçãoFoto: Reprodução/Globo“Senti muito ciúmes”“Eu o admirava, achava ele o máximo. Como ele era mais velho do que eu, achava ele muito mais legal que os meninos da minha idade. Quando ele arrumou uma namoradinha aos 16 anos, confesso que senti muito ciúmes. Eu não entendi direito o que eu sentia, só sabia que não gostava de ver ele com ela ou da atenção que ele dava para ela. Por sorte, o namorico durou pouco.”Quando completou 17 anos, Ricardo arrumou outra namorada. Sara tinha 15 anos e começou então a perceber que sentia algo mais profundo pelo primo. “Eu falava mal dela para ele o tempo todo. Um dia, eu e ele brigamos e ele disse: você está com ciúmes, não é? Admite que você gosta de mim! Fiquei gelada! E, claro, neguei tudo.”Meses depois Ricardo terminou o relacionamento com a namorada e teve uma conversa com a prima. Contou que gostava dele já tinha bastante tempo, que sentia algo especial por ela e que ;queria ficar com ela. No início ela não aceitou, se fez de difícil, mas após receber um ;ultimato de Ricardo, ela cedeu. “Ele disse que ia fazer faculdade em São Paulo e que ;não ia mais me procurar se eu realmente não ficasse com ele. Aí, assumi.”‘Ele disse que ia fazer faculdade em São Paulo e que não ia mais me procurar se eu realmente não ficasse com ele’Foto: Reprodução/GloboPreconceito e julgamentosA psicóloga avisa que, nem sempre, as coisas são tão fáceis assim quando os apaixonados resolvem assumir o romance. “O casal, justamente por ser muito parecido, pode acabar brigando bastante. Sem contar que existirão muitas interferências externas de familiares e amigos, com uma grande carga de julgamentos”.Apesar de acontecer com muitas pessoas, o relacionamento entre primos, ou pessoas que foram criadas na mesma casa, ainda é considerado um tabu social. As pessoas tendem a enxergar a relação como algo errado e logo acham que tudo não passa de “fogo de palha”. “O casal precisa ter maturidade para enfrentar os julgamentos e ;opiniões, pois eles virão. Se eles realmente se gostam e querem estar juntos, precisam dizer isso abertamente para todos e assumir uma posição tranqüila quanto a sua escolha”, ;defende a psicóloga.“Foi um drama”Claro que o começo da relação foi delicado. Eles esconderam o romance de todos, incluindo os amigos, por meses. “Minha avó materna era viva na época e era muito rígida, ela não iria aceitar. E tinha medo do que meu pai iria falar para minha mãe”, declara Sara.Quando a “farsa” foi descoberta pela mãe da garota, a família veio abaixo.“Não vou mentir, foi um trauma. Tinha 18 anos na época e ele, 20. Nossos pais ;conversaram com a gente, fizeram reunião familiar, foi um drama. Meu tio, irmão de minha mãe, foi quem aceitou mais fácil. Aos poucos, ele convenceu a mãe do Ricardo e as coisas foram se ajeitando. Meu pai até hoje torce um pouco o nariz, mas mantenho ;pouco contato com ele.”Não há nada erradoAssim que as pessoas se acostumarem com o casal, irão respeitar a decisão de ambos e, com o tempo, tudo acaba se encaixando. Muito do drama inicial é também medo de desapontar os outros, ou mesmo, de ser excluído do convívio familiar.“Não se preocupe, ninguém morre por namorar um primo ou coisa do tipo. Desde que você não esteja fazendo mal a você e nem a nenhuma pessoa, não há nada de errado em manter uma relação consensual entre dois adultos. Inclusive, casais que passam por este ;tipo de julgamento acabam tendo laços afetivos mais fortes no futuro”, finaliza Juliana.Casamento marcado e sermão do padreSara está de casamento marcado para o início do ano que vem. “O que me deixou mais frustrada foi ver a reação preconceituosa de amigos e de algumas pessoas da cidade. Muita gente comenta até hoje sobre a gente, que eu sei, mas pouco me importo. Até o padre da igreja que eu freqüentava na adolescência veio me dar sermão. Mas hoje encaro tudo com naturalidade e bom humor. Gosto dele e nada vai conseguir mudar isso.”‘Hoje encaro tudo com naturalidade e bom humor. Gosto dele e nada vai conseguir mudar isso’Foto: Reprodução/Globo

More Comportamento

6 dicas para falar sobre a crise financeira com as crianças

Para ensinar o filho a economizar, é necessário reconstruir hábitos desde cedo e apostar em exemplos lúdicosOs pais podem achar que falar sobre a crise financeira com crianças é perda de tempo, mas o educador e terapeuta financeiro Reinaldo Domingos defende que a partir dos 3 anos elas já conseguem entender que é preciso economizar.Segundo o especialista, a crise é um momento único e propício para reconstruir os hábitos dos filhos e diz que até conceitos mais complexos, como o de juros, podem ser ensinados para os maiores de 7 anos.Veja as dicas do educador financeiro para abordar o tema ;com as crianças e ensiná-las a conter gastos:1. Inclua os filhos nas discussões ;familiaresFoto: Thinkstock PhotosA crianças deve participar das conversas em que planejamento financeiro da família é discutido. As novas escolhas e prioridades têm de ser informadas aos filhos.2. Aborde ;o tema com exemplos lúdicosFoto: Pixabay/Creative CommonsApostar no lúdico é a melhor saída. Na hora de começar a conversar sobre o assunto com a criança, o especialista sugere artifícios como histórias em quadrinhos e livros infantis em que a situação de crise financeira é retratada de alguma forma.3. Peça que a criança desenhe seus sonhos materiais ;Foto: Getty ImagesOutra sugestão lúdica é pedir para que as crianças ;retratarem seus sonhos – que podem incluir coisas materiais – em desenho, para depois seguir para os passos seguintes.4. Ensine a reconstruir hábitos Foto: Getty Images“Algumas trocas têm de ser feitas”, explica Reinaldo. Mostre à criança que água, eletricidade e até doces valem dinheiro e ensine como economizar reconstruindo hábitos, como apagar a luz do cômodo que não está sendo usado e fechar a torneira ao escovar os dentes.É necessário provar para a criança que a economia vale a pena. Depois de algum tempo mantendo ;os novos hábitos, dê a ela algo que queira bastante, como por exemplo algum brinquedo que tenha sido desenhado anteriormente.5. Engorde o cofrinho junto com a criança Foto: Thinkstock/Getty ImagesEnsine seu filho a juntar moedas no cofrinho e depois, na companhia dele, vá até ;uma loja com o dinheiro poupado e compre algo que ele queira.O educador financeiro explica que o dinheiro no cofre é simbólico e, portanto, não é necessário comprar algo do exato valor que foi poupado. As moedas podem servir como parte do pagamento.“A criança começa a entender que economizar está enchendo o cofrinho e pode contribuir para a realização dos sonhos dela.”6. Converse numa boa sobre a situação ;.Foto: Getty Images“Nada de fazer terrorismo”, defende Reinaldo. Ele acredita nas conversas amigáveis e sinceras para explicar a crise para as crianças.

Comportamento Archives

É primavera! 3 dicas para fazer renascer o ser criativo que existe em você
Com a chegada da nova estação, que traz o renascimento da natureza, encontre a criatividade esquecida em você. “Para ser criativo você só precisa ser mais natural”, garante especialista“Não sou ...
5 passos para garantir a segurança digital de seu filho
Pesquisa divulgada pela London School of Economics and Political Science mostrou que uma em cada três crianças brasileiras já utiliza internet por meio de dispositivos móveisUma pesquisa divulgada pela London ...
7 intromissões na alimentação dos filhos que irritam as mães
Dar refrigerante à criança escondido dos pais e achar que intolerância alimentar é frescura são alguns exemplosÉ muito comum ter amigos ou familiares se intrometendo na maneira como a mãe ...
Como colocar o plano B em prática para ter uma vida sem crachá e mais feliz
Três histórias de sucesso de quem deixou a segurança do ambiente corporativo para se reinventarDe repente, de um dia para outro, você deixa de fazer tudo sempre igual. Por vontade ...
Cuidar dos filhos dos outros e não dos próprios pode trazer culpa e cobrança
Erisson RosatiAssim como a personagem de Regina Casé, muitas mulheres deixam suas famílias para trabalhar na casa dos outros: “Me sinto mal por não ter ficado com meu filho”, diz ...
Você faz este mundo ser melhor
Mãe agradece em rede social menino que viu seu filho deficiente apenas como uma criança comum texto e foto viralizaram nas redes e emocionaram internautasA americana Katie Myers tem um ...
Pais que brincam de faz de conta ajudam no desenvolvimento do filho
Estudo aponta que as crianças aprendem naturalmente a diferença entre brincadeiras com coisas concretas e abstratas por observar este comportamento nos próprios paisUm recente pesquisa feita ;pela Universidade de Sheffield, ...
10 coisas que mais irritam os canhotos num mundo feito para os destros
Amanda GarciaTer habilidade com a mão esquerda traz vários obstáculos para o dia a dia, como utensílios de cozinha e bolso de camisa; em contrapartida há inúmeras vantagens em ser ...

« Página anteriorPróxima página »