Comportamento

Veja atitudes simples que te ajudam a buscar a felicidade no dia-a-dia

Pequenas ações feitas diariamente ou em um momento de tristeza auxiliam na mudança do pensamento e podem te deixar mais feliz. Experimente! É muito difícil esbanjar felicidade o tempo todo. Momentos de tristeza são inevitáveis, mas não podemos deixar eles tomarem nossos dias. É preciso tomar algumas atitudes e mudar formas de se comportar e pensar para ser mais feliz “As pessoas vivem em um ciclo vicioso de reclamação”, explica Paula Abreu, escritora e coaching de alta performance, sobre a dificuldade em atingirmos a felicidade. Segundo ela, isso se dá em razão de nossa necessidade de desabafar e compartilhar nossos problemas com as pessoas: “Temos um problema no trabalho, contamos para a família e vice-versa. Estamos sempre reclamando e isso traz mais problemas.” Algumas atitudes simples, feitas diariamente podem te ajudar a conquistar a felicidade plena pouco a pouco Foto: Getty Images Para que nós possamos ser mais felizes, Paula diz que precisamos colocar o foco no que está dando certo e na abundância, e não na escassez e naquilo que pode estar indo errado ou de forma inesperada em nossa vida. Para isso, ela dá algumas dicas Diário de gratidão O diário é uma sugestão de Paula e funciona da seguinte maneira: pegue um caderno qualquer que vai servir como seu diário de gratidão. Todos as noites, após passar o dia todo em uma maratona de estresse, liste três coisas pelas quais você foi grato naquele dia. “Em alguns dias vai ser mais desafiador, então você pode colocar coisas genéricas como ter o que comer. Mas vai ter dias em que você vai se surpreender e ter mais de três itens para listar”, aponta a coach. Este hábito, além de te dar o bem-estar momentâneo todas as noites em que estiver preenchendo o caderno, vai te ajudar, a longo prazo, a colocar sua atenção no que está bom na vida. Lista de vantagens Se você está insatisfeito com algum aspecto – em especial o trabalho – a coach recomenda que faça uma lista de ao menos dez coisas que você gosta em seu emprego: “Pode ser o fato de receber o salário no fim do mês, almoçar com os amigos e até o sabor do cafézinho”. Feita essa lista de vantagens, leia o conteúdo todos os dias, pela manhã, antes de ir trabalhar, “se possível em voz alta, em frente ao espelho”, sugere Paula. “Você irá para o trabalho com uma vibração diferente”. Lista de músicas animadas Acorda de mau humor ou quer apenas uma carta na manga para usar quando a tristeza bater? A sugestão de Paula é uma playlist com suas músicas preferidas, mas precisam ser aquelas animadas, que vão te deixar mais feliz. Ao acordar cedo, um pouco desanimado, coloque-a para tocar enquanto se arruma, ao invés de ver ou ouvir notícias tristes logo no começo do dia. A escritora diz que pesquisas mostram que minutos de notícias ruins na primeira hora do dia podem estragá-lo por completo. Mas essa disca também pode ser útil em qualquer momento do dia. Se sentiu triste? Aperte o play! Faça o que você gosta Reservar um tempo para você mesma é um dos segredos da felicidade. Paula recomenda que esse tempo para passear com o cachorro, fazer um esporte que deseje ou até mesmo rezar seja pela manhã. Depois de um dia cheio de trabalho, o cansaço toma conta e clássica desculpa de não ter tempo entra em cena, adiando diariamente sua possibilidade de prazer. Ajude alguém Quando estiver se sentindo triste e no fundo do poço, a pergunta que você deve fazer, de acordo com Paula é: “Quem eu posso ajudar?”. E a coach explica que essa ajuda não precisa ser material. Você pode dar comida a uma pessoa em situação de rua, ou até sentar para conversar com um idoso na praça e fazer um elogio à caixa do supermercado. São atitudes muito simples que vão te mostrar como você tem capacidade em ser útil para alguém. “Você muda a perspectiva da sua vida, da escassez para abundância”, revela. Caminhar Por fim, sair ao ar livre para passear de 10 a 30 minutos pode te dar um ar diferente para enfrentar o dia ou a semana com mais felicidade. Paula desaconselha a caminhada na esteira, pois não tem o mesmo efeito: “Se for na natureza, melhor ainda, mas às vezes uma volta na quadra já adianta”. Ela ainda indica que você sorria mais para as pessoas nessa caminhada, e interaja com elas.

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‘Padrasto e adolescente’, saiba como administrar essa relação

Estéfani Guimarães tem um padrasto desde a infância e passou por diversas fases: adorou no começo, sofreu na adolescência e mudou de opinião agora Ter um padrasto pode não ser uma experiência muito fácil. Na adolescência. que é uma fase com confrontos naturais de comportamento e busca da identidade, essa relação pode ser ainda mais difícil. Com Estéfani Guimarães, de 21 anos, não foi diferente. Ela nunca teve convivência com o pai biológico. Aos oito anos, conheceu o futuro padrasto – que se casaria com sua mãe no ano seguinte – e ficou animada: “Foi algo novo. Eu amei a ideia de ter um pai”. Estéfani com a sua família – mãe, irmã e o padrasto que virou pai Foto: Arquivo pessoal Na infância foi só alegria. Além da sensação nova de uma família completa, como ela mesma descreve, ela adorava o padrasto por tratar sua mãe com muito carinho. Mas na adolescência começaram a vir os primeiros problemas com John Harborne, novo marido da mãe. “Ele pegava muito no meu pé!”, desabafa. Reação em diferentes fases “É uma pessoa diferente daquela família nuclear que foi estabelecida até aquele momento. Ele é visto, primeiramente, como um invasor”, explica a terapeuta de família Paula Emerick, presidente executiva e fundadora da Solace Institute, sobre o estranhamento que pode haver na infância. A criança pensa que pode atrapalhar uma possível reconciliação entre os pais e até interferir na relação dela com a mãe. “Pode virar um mar de rosas por receptividade ou pode virar um campo de batalha”, diz Paula. Na adolescência, os problemas tendem a aumentar. A terapeuta de família explica que, pela fase, até mesmo pais biológicos costumam ter problemas com relação aos filhos. Com o padrasto, que é um “estranho” na relação, é comum que seja ainda mais difícil. Mais uma pessoa em casa A mãe de Estéfani trabalhava durante todo o dia, então quem ficava com ela era o padrasto. Portanto, era ele quem cobrava da enteada os deveres de casa e escolares. Pode-se deduzir que daí surgiram várias brigas. Uma briga marcante para Estéfani aconteceu quando ela tinha por volta de 12 anos, no início da adolescência. Ela era responsável por lavar as louças todos os dias. Certa vez, decidiu não lavar e foi dormir mais cedo. Mais de uma hora após ela ter ido para a cama, John a acordou para que ela fizesse seu dever.“Fiquei com muita raiva! Dei o dinheiro da mesada e meu celular para ele, falando que ele não precisaria me dar mais nada”, conta Estéfani. Hoje ela ri ao lembrar desta briga: “Parece ser tão ridículo agora”. Agora, mais madura, ela confessa que a relação entre os dois não poderia estar melhor e reconhece o quanto ele é importante: “Ele me criou, me deu amor, estudos, acordava de madrugada para ir ao médico e esteve presente nos melhores momentos da minha vida”. E com o tempo, veio outro reconhecimento: “Ele é sim meu pai, o único que tenho e quero ter”. Dicas para o padrasto Paula explica que o caminho de um padrasto ao entrar em uma nova família é não querer preencher o papel do pai: “As regras vêm da mãe, e ele atua apenas como mantenedor, um patrulheiro”. A dica da terapeuta na hora de cobrar algo do adolescente é dizer: “Lembra que sua mãe queria que você fizesse isso?” “O padrasto vai passar por essa fase de acolhimento como um pai alternativo, o adolescente vai poder ter a mão quando for conveniente pra ele”, conclui Paula sobre o que pode acontecer na maturidade, como no caso de Estéfani.

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