Comportamento

‘Autoestima’, Como se sentir poderosa em apenas oito passos

Psicóloga explica que corpo também influencia a nossa mente e que devemos sempre prestar atenção em nossa postura e em como nos apresentamos Quem é mulher sabe que é preciso, muitas vezes, reafirmar nosso valor na sociedade. Nessa hora, a autoestima conta muito, já que quem não se sente feliz consigo mesma tem mais dificuldade em se mostrar poderosa para os outros. Imagine-se a Mulher Maravilha e relembre de momentos em que você se sentiu poderosa para manter a autoestima Foto: Shutterstock Em entrevista ao site “Healthista”, a psicóloga Amy Cuddy listou oito maneiras que podem mudar a autoestima das mulheres e proporcionar maior sensação de poder. As dicas, inicialmente, podem parecer bobas, mas a especialista garante que seus efeitos são transformadores. “Evidências indicam que nosso corpo está sempre empurrando, moldando e até mesmo liderando nossos pensamentos, sentimentos e comportamentos”, explica Amy. Confira as dicas: 1. Pose poderosa Use os braços para gerar poder. Jogue-os para o alto como se tivesse acabado de terminar uma corrida ou finalizado uma prova de ginástica olímpica. Outra pose pode ser colocando as mão no quadril, da mesma forma como faz a Mulher Maravilha. Amy afirma que não precisa ser tão ridículo quanto parece. Como exemplo, ela contou que sua assistente Anna, que fica com uma das mãos na cintura enquanto escova os dentes. Já deixar os braços colados no tronco, assim como um pinguim, pode ser perigoso. Esta é uma das posições que devem ser evitadas, já que quando as pessoas ficam ansiosas, acabam fazendo isso. 2. Fique firme Queixo pra cima, peito pra fora e ombros para trás. Soldados precisam estar sempre psicologicamente presentes, e a posição em que ficam influencia muito. Aparentemente, a postura também gera sentimento de alerta e força. “Mantenha ambos os pés no chão também. Você deve se sentir sólida e não como se alguém pudesse te derrubar.” 3. Olho na postura Preste atenção em sua postura e a forma com que ela vai mudando ao longo do dia. Uma dica é colocar um alarme no celular para checar sempre como você está. É legal também pedir para amigos ou familiares avisarem quando a postura estiver errada. 4. Sentada Amy aconselha evitar ficar debruçada nos joelhos, mexendo no celular, se estiver em uma sala de espera, por exemplo. Neste caso, o melhor seria conversar com alguém ou andar pelo local. “Ficar curvada em uma cadeira pode induzir sentimentos de impotência e afetar seus sentimentos, influenciando na autoestima.” Se precisar se sentar, tenha certeza que está com a postura correta: peito aberto e ombros para trás. E como não dá para ficar em uma pose emparedada, imagine: “Pense em você na pose mais poderosa e expansiva que puder. Seja um super-herói dentro da sua mente.” 5. Ao andar Opte por passos mais longos, movimentando os braços. Para quem trabalha em um escritório, Amy aconselha separar um tempo para caminhar pelo local. 6. Sorria Mesmo quando estamos para baixo, um pequeno sorriso pode fazer nosso humor melhor. Apresente-se feliz. 7. Memória “Relembre um momento em que você se sentiu poderosa. Lembre-se de como você se sentiu”, aconselha Amy. Para a psicóloga, fazer isso encherá seu estado psicológico com confiança e força. 8. Respire Lembre-se sempre de respirar. Tenha controle de sua respiração, principalmente antes de situações desafiadoras. Isto não vai te deixar apenas mais calma, mas vai melhorar sua postura também e, consequentemente, sua autoestima.

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‘Baleia Azul’, Pode ser gatilho para depressão; saiba reconhecer os sintomas

Estreitar a relação e se atentar ao comportamento dos filhos em um contexto geral são algumas formas de se identificar transtornos psicológicos A série lançada recentemente pela Netflix “13 Reasons Why” e o desafio da “Baleia Azul”, que sugere que jovens e adolescentes cometam o suicídio, reascende a preocupação de pais e educadores sobre casos de depressão e transtornos psicológicos. Enquanto a série apresenta um enredo ficcional, o desafio mostra na realidade a história de jovens que deram fim à vida por conta de um “jogo”. “13 Reasons Why” apresenta a história de uma jovem com depressão que comete suicídio e levanta o debate sobre bullying Foto: Divulgação “É um incentivo ao suicídio que atingirá jovens e crianças que apresentam propensões a se matarem, como nos casos de depressão, ansiedade e outros quadros psiquiatricos”, comenta a neuropsicóloga e mestre em psicologia do desenvolvimento Deborah Moss sobre o desafio da “Baleia Azul”. Por que os jovens buscam conteúdos destrutivos? Como identificar se seu filho está se isolando na internet e precisa de ajuda? A psicóloga explica que a busca por conteúdos destrutivos na internet é consequência de um quadro emocional da criança ou do jovem. Muitas vezes, a web apresenta-se como uma forma de refúgio para aqueles estão enfrentando uma fase difícil. Comportamento off-line Para Deborah, antes de se preocupar com o conteúdo acessado na internet é importante perceber o comportamento dos filhos no mundo real. “Eles parecem estar bem? Aparentam estar tristes, irritados ou agressivos de modo constante? Preferem ficar mais no mundo virtual?”, questiona. A psicóloga recomenda mostrar interesse pela vida dos filhos e procurar olhar para eles como um todo. “Verifique tudo que os cerca: escola, amigos, vida social e relações familiares. Em algum destes aspectos os pais poderão ter pistas do seu estado”, orienta. Deborah explica que os jovens podem pedir ajuda de forma indireta e, por isso, é essencial estar atento para os hábitos e comportamento deles. Sintomas A psicóloga explica que nem sempre os sintomas da depressão aparecem de forma nítida e são facilmente identificados. “Muitos podem ser confundidos com aspectos da idade”, alerta. Deborah recomenda observar o comportamento geral a criança e do adolescente, atentando-se a mudanças repentinas de humor e a intensidade que isso acontece. Isolamento, baixa autoestima, irritabilidade, insônia e baixo desempenho escolar são alguns dos sintomas da doença Foto: shutterstock De modo geral, os principais sintomas da doença são: baixo desempenho escolar, pouca capacidade para se divertir, sonolência ou insônia, mudança no padrão alimentar, fadiga excessiva, queixas físicas, irritabilidade, sentimentos de culpa, baixa autoestima, sentimentos depressivos, ideias e atos suicida, choro, agitação, agressividade. Provavelmente atos como automutilação serão escondidos. Por isso, observe se a criança ou jovem está usando roupas de manga longa e moletons mesmo em dias quentes. Caso você perceba algum sintoma citado anteriormente, o primeiro passo é buscar ajuda de profissionais especializados, como psicólogos e psiquiatras. Neste momento, seu filho precisará de todo o suporte e apoio necessário para se curar. Cuidados De acordo com Deborah, negar o uso da internet não é a melhor solução. Afinal, a rede oferece vários pontos positivos e proibir nunca é a saída ideal para nada. No entanto, é importante estabelecer limites e supervisionar o uso de aparelhos eletrônicos. Para isso, procure saber o que o jovem está acessando, o que e com quem está jogando, e se aceitou convites de desconhecidos. No início pode até parecer invasão de privacidade, mas é uma atitude essencial quando se trata do cuidado de crianças. Como ainda não são completamente cientes e preparadas para lidar com situações não esperadas na rede, elas podem entrar em contato com estranhos e se envolver em “brincadeiras” perigosas como o desafio da “Baleia Azul”. O diálogo frequente também é algo essencial para evitar que crianças e jovens se envolvam em atividades destrutivas na internet. Pergunte sobre as novidades da escola, dos amigos e procure sempre saber como seu filho está se sentindo diante de determinadas situações. Com essa conversa diária, o canal da comunicação fica sempre aberto e eles passam a perceber que a família é um ponto de segurança e confiança. Além disso, proponha mais momentos em família e outras atividades prazerosas na vida desse jovem. “O mundo virtual deve fazer parte de uma das ocupações do seu filho, mas não deve ser tudo na vida deve”, orienta Deborah. Alternativas positivas Na hora de propor atividades em família para estreitar a relação pais e filhos, é importante tirá-los da zona de conforto, mas também é possível buscar alternativas de entretenimento na própria internet. Desta forma, com conteúdos positivos e divertidos, os pais conseguem uma aproximação com os filhos sem distanciá-los do ambiente que eles se sentem seguros. Desafio da “Baleia Rosa” foi criado com o intuito de propagar o bem e a felicidade na internet Foto: Reprodução/Facebook Pensando na ideia de criar e propagar mensagens boas na rede, dois amigos criaram o desafio da “Baleia Rosa”. A brincadeira consiste em desafiar os participantes a realizar uma série de atividades positivas. Para concluir o desafio, as pessoas devem postar o resultado nas redes sociais com as hashtags #eusoubaleiarosa #espalhebaleiarosa. Para divulgar o desafio, foi criada uma página nas redes sociais, que soma mais de 250mil seguidores, e um site que disponibiliza uma lista com estabelecimentos que oferecem atendimento psicológico gratuito. “Precisávamos mostrar que a internet pode ser uma ferramenta para espalhar o bem, na mesma proporção e até maior do que o contrário”, diz uma das criadoras do desafio, que prefere não ser identificada. As atividades propostas pelos criadores da página são uma forma de levar felicidade às pessoas e relembrar que todos são capazes de fazer o bem. “Acreditamos que é importante parar e observar que o real valor da vida e a felicidade, estão nas pequenas coisas.” Apresentar atividades como estas pode ser uma forma de distanciar conteúdos destrutivos e até reascender a autoestima e bem estar de crianças e adolescentes com depressão. A criadora do desafio conta que muitas pessoas retornam com comentários positivos e agradecem a diferença que a “Baleia Rosa” está fazendo no dia a dia delas.

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