Compass Longitude 4×4 diesel tem autonomia para percorrer até 600 quilômetros

26th Janeiro 2017   ·   0 Comments

Pelo Inmetro, o Jeep faz 9,8 km/l na cidade e 11,4 km/l na rodovia, o que lhe rendeu uma nota A na categoria e D no geral

Rio – Durante mais de uma semana, o Automania testou o Jeep Compass com propulsor diesel na versão Longitude, rodando mais de 900 quilômetros com um exemplar da versão Longitude. E a experiência com o utilitário esportivo brasileiro foi satisfatória.

Ainda com o propulsor diesel, agrada observar seu consumo médio, que pode atingir os 15 km/l em longas horas de estrada (o que foi o nosso caso). No Programa de Etiquetagem do Inmetro, os registros marcam 9,8 km/l na cidade e 11,4 km/l na rodovia, o que lhe rendeu uma nota A na categoria e D no geral. Com tanque cheio, é possível percorrer mais de 600 quilômetros, uma performance interessante para o porte desse automóvel, comparado com outras opções na mesma faixa de preço. Outros predicados podem ser percebidos ao rodar neste Compass.

Vamos ao seu perfil. O Jeep Compass Longitude 4×4 diesel testado custa R$ 140.790, de R$ 135 mil do carro, mais R$ 2.100 da cor branca perolizada e outros R$ 3,7 mil do chamado ‘pacote premium’, que inclui acendimento automático dos faróis, bancos em couro, sensor de chuva, retrovisor interno eletrocrômico e sistema de som Beats de 606 W. O conjunto mecânico é formado por motor 2.0 litros turbodiesel de 170 cv e 35,7 kgfm de torque, com um câmbio automático de nove marchas e possibilidade de troca por borboletas no volante do veículo.

A lista de equipamentos dessa versão é formada por ajuste do volante em altura e profundidade, direção elétrica, ar-condicionado de duas zonas com saídas para o banco traseiro, chave presencial, computador de bordo via tela TFT 3,5” no quadro de instrumentos, controles de tração, estabilidade e anticapotamento, freio de estacionamento elétrico, assistente para partida em rampa e para descida, isofix, parafuso antifurto nas rodas, tração 4×4 com seletor para 4 tipos de terreno, monitoramento de pressão dos pneus, controle de cruzeiro, central multimídia de 8,4” sensível ao toque com GPS e câmera de ré incluída, entre outras opções.

Nosso modelo para testes se apresentou como um carro espaçoso e confortável, além de muito bem acabado. Não há críticas significativas para fazer ao ambiente interno deste segundo Jeep brasileiro, assim como no Renegade.

O painel é bem organizado, prático e moderno, com um certo ar de elegância. Para os que se posicionam nos assentos dianteiros, há bons suportes para acomodar objetos e comandos a mão para o motorista. Atrás, o espaço interno é folgado para as pernas e possui proteção adequada com cintos de três pontos e encosto de cabeça para os três passageiros.

LADEIRAS E ULTRAPASSAGENS

O casamento do motor 2.0 litros diesel com o câmbio automático de nove marchas é uma união feliz, traduzida em desempenho acima da média para este SUV, que só peca por não tem arrancadas tão vigorosas. Mas o conjunto é suficiente para situações naturais de ultrapassagens, ladeiras, entre outras tarefas que requerem força.

Toda a nossa avaliação foi feita com o carro cheio (cinco ocupantes e bagagem). Apesar da possibilidade de trocas por borboletas no volante, a transmissão é tão acertada que é tentador manter em ‘D’ e apenas se preocupar com a direção. A versão elétrica é precisa para conduzir o Compass, além de ser uma facilitadora na hora de manobrar esse veículo de maiores proporções.

ISOLAMENTO ACÚSTICO

O isolamento acústico, por exemplo, tem excelências, pois isola bastante o ruído externo, inclusive barrando até o barulho característico e admirado por alguns do motor diesel.

O sistema de suspensão, independente na dianteira e na traseira, absorve os impactos e desníveis do solo com bastante eficiência. Junto da plataforma, trabalha para que a cabine não chacoalhe de forma desconfortável, mesmo em situações fora de estrada.

JEEP NATO

Testamos também este Compass 4×4 fora da estrada, claro. No município de Santa Rita de Jacutinga, interior de Minas Gerais, e em Vilatur, distrito de Saquarema, na Região dos Lagos, percorremos estradas de terra e até areia de praia (com a anterior descalibração dos pneus). Tração e suspensão atuam fundamentais para transpor os obstáculos. No município mineiro, com a reduzida armada e parcimônia, foi impressionante como atravessamos um buraco enorme. Ainda que na cabine, tudo parecia estar em paz.

Outra situação onde pudemos conferir aptidão foi em subidas íngremes com muita pedra solta, situação de pouca aderência, superada com tranquilidade. Nessas condições é onde parece valer o alto preço pago pelo utilitário.

Para sintetizar o que é este Jeep Compass Longitude 4×4 diesel, trata-se de um veículo eficiente, bem acabado e equipado, com bom desempenho e econômico ao mesmo tempo, pronto para rodar fora da estrada e com preço competitivo dentro desse segmento.

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