‘Pílula’, Mulheres contam prós e contras de parar com o uso do anticoncepcional

28th novembro 2016   ·   0 Comments

Conheça histórias de mulheres que pararam de usar esse método contraceptivo e quais as mudanças que o corpo sofreu com essa ação

Parar com a pílula anticoncepcional é algo que causa medo em muitas mulheres, mas essa é uma atitude que cresce a cada dia que passa. Provavelmente você tem alguém no círculo social que resolveu dar uma pausa, como uma amiga ou parente. O questionamento é praticamente inevitável e as dúvidas são inúmeras, principalmente quanto às mudanças físicas e emocionais que ocorrem durante o processo.

Parar ou não parar com a pílula? Eis a questão

Parar ou não parar com a pílula? Eis a questão

Foto: Thinkstock Photos

Mas qual o verdadeiro motivo para tantas mulheres decidirem parar com a pílula anticoncepcional? A resposta para isso é simples e vem com influências socioculturais e econômicas – indo muito além de uma gravidez, se foi essa a sua primeira resposta. Grande parte delas buscam parar com a ingestão de hormônios sintéticos, como é o caso do estrogênio e progestágeno encontrado nesse método.

Para entender melhor essa situação, nada melhor do que duas pessoas que passaram por essa transição – tudo isso, claro, acompanhado por orientações médicas e observando quais as possibilidades de contraceptivos alternativos.

Chega de hormônios!

A designer de eventos e florista Mayra Alves, de 32 anos, parou com o anticoncepcional há mais ou menos 4 anos. “Não queria mais ingerir uma bomba de hormônios. Eu era fumante e sabia que fazia muito mal misturar estas duas químicas. Tinha muitas varizes e sentia sempre meu corpo muito inchado. Também tinha dificuldade com a disciplina não tomava corretamente e ficava sempre a sensação de que não estava usando algo bom para o meu corpo” comenta ela.

Quanto às mudanças, Mayra sentiu logo nos primeiros meses o seu organismo agir de forma diferente, o que também a ajudou em uma auto avaliação física: “Faz 4 anos que tenho uma outra relação com meu corpo. É mais consciente, eu entendo ele. Percebo minha TPM quando ela está forte e me questiono o porquê dela estar assim. Minha pele tem meses que aparecem espinhas perto do período e sei que meus hormônios estão desregulados, quando isso acontece. Enfim, eu me conheço mais através dos sinais que o meu corpo dá. Acredito que a pílula muitas vezes camufla a sensações naturais do nosso corpo.”

Voltar a usar a pílula? A designer de eventos descartou a possibilidade. “Uso camisinha e não tenho vontade de colocar outro método. Sou a favor apenas de métodos que não possuem hormônio. Entendo que o impacto do uso dos vai muito além de apenas impedir a gravidez ou tratar algum sintoma do sistema reprodutor”, afirmou ela.

Atenção aos sintomas

Já para a jornalista Gabriela Brito, de 24 anos, essa interrupção é recente e as motivações foram diferentes do caso anterior. Fortes dores de cabeça, um dos efeitos colaterais descritos na bula, durante o uso a deixaram amedrontada. “Estou há um mês e meio sem tomar a pílula. Parei porque estou há uns seis meses com dores de cabeça muito frequentes e percebi um piora nos últimos tempos. Como está se falando muito sobre os efeitos colaterais do anticoncepcional, fiquei com medo de ser isso. Conversei com meu médico e ele sugeriu ficar dois meses sem tomar para fazermos uma avaliação de como meu organismo reage”, disse ela.

“Voltei a ter corrimentos que até já tinha esquecido, e isso que tomei o anticoncepcional por menos de dois anos. Voltei a sentir algumas dorzinhas comuns do ciclo e tive cólicas mais fortes. A espinhas que eu tinha antes de tomar o remédio voltaram também” fala a jornalista, sobre as transformações que sentiu.

Mas quanto às suas escolhas, talvez ela volte a usar o método contraceptivo mais para frente. “Eu gostei bastante de ficar sem aquela obrigação de tomar remédio todos os dias, mas não dá pra não pensar na segurança que o anticoncepcional dá quando não se pretende ter filhos no momento. Além disso, minhas dores de cabeça continuaram mesmo sem o remédio. Estou passando por um neurologista e vou continuar sem tomar até voltar no ginecologista. Só depois de conversar bastante com ele vou decidir mesmo o que fazer”, comentou ela.

E você? Já passou por algo semelhante ou pensa em parar com a pílula anticoncepcional também? Conte sua história para gente!

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