Autismo: as causas, o diagnóstico e o tratamento

2nd abril 2015   ·   0 Comments

Estima-se que o mundo tem hoje cerca de 70 milhões de autistas, segundo dados da Organização das Nações Unidas. No Brasil, o número é de 1% do total da população, ou seja, aproximadamente duas milhões de pessoas.

Dia 2 de abril é comemorado o  Dia Mundial de Conscientização do Autismo que tem como objetivo fazer a sociedade respeitar essa complexa síndrome, para que aja mais suspeita, mais diagnóstico, mais tratamento e menos preconceito.

Foto: Shutterstock Images

Os meninos tem um número maior de diagnóstico do autismo, segundo pesquisa realizada nos Estados Unidos, em 2010. São de quatro a cinco casos detectados neles, contra um em meninas, conforme dados divulgados no Brasil pela Revista Autismo.

O que é o autismo?

O autismo é definido como um déficit em três domínios:
– Interação social;
– Comunicação e linguagem;
– Comportamentos limitados, ou então, repetitivos e estereotipados.

Qual a causa?

Existem indícios de fatores hereditários incidirem na ocorrência do autismo, mas há controversas em relação a isso, como explica a psicóloga Ana Paula Cavaggioni: “é inquestionável entre os especialistas a complexidade do quadro autístico, a multiplicidade de fatores que mostram-se concomitantemente presentes na ocorrência dele, tanto de ordem psíquica, ambiental, biológica ou possivelmente genética”.

O diagnóstico

Não há ninguém melhor que os próprios pais para perceberem os primeiros sinais do autismo num bebê ou numa criança. “Em especial, a mãe pode sentir quando algo não vai bem, quando o bebê ou a criança não responde como deveria, não olha e não interage”, afirma. Quanto mais cedo forem detectados os sinais, mas precocemente pode ser iniciada a intervenção e o prognóstico.

O diagnóstico do autismo é essencialmente clínico e norteado por critérios estabelecidos pelo Manual de Diagnóstico da Sociedade Norte Americana de Psiquiatria (DSM-IV) e pela Classificação Internacional de Doenças (CID-10) da Organização Mundial da Saúde (OMS), não havendo exames laboratoriais que detectam a presença do espectro autista. “Existem instrumentos padronizados que facilitam a identificação de sinais de risco para autismo, como questionários, roteiros de observação do desenvolvimento infantil  e indicadores de risco psíquico que oferecem a médicos e psicólogos a possibilidade de identificar precocemente sinais de risco desde o primeiro mês de vida”, explica Cavaggioni.

Cuidados especiais

É aconselhável que crianças consideradas de risco, ou seja, que nasceram prematuras, com baixo peso, algum tipo de síndrome ou que tiveram problemas no parto e internações precoces, assim como filhos de mães adolescentes e bebês adotivos, passem por acompanhamento interdisciplinar com psicólogos, fonoaudiólogos e fisioterapeutas. Esse procedimento é importante para que se houver algum sinal do autismo, as intervenções necessárias sejam feitas o quanto antes.

Porém, crianças que não tiveram nenhuma dessas complicações durante sua gestação, parto ou primeiros meses e anos de vida, também podem apresentar a síndrome. Ana Paula diz que, infelizmente, os sinais do autismo podem passar despercebidos por um pediatra, que tem como função identificar e encaminhar o paciente para as três áreas específicas de tratamento.

Tratamento

Não existe remédio para o autismo, mas a intervenção precoce permite comprovadamente um melhor diagnóstico com avanços nas áreas afetadas: linguagem, comunicação, interação social recíproca e comportamentos estereotipados.

Consultoria:
Ana Paula Magosso Cavaggioni
Psicóloga da Clia Psicologia e Educação
www.cliapisicologia.com.br
(11)4424-1284 / (11)2598-0732

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